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Plano de governo · 50 páginas

Retomar para Reconstruir

O Estado perdeu território: para as facções nas periferias, para o atraso no interior, para a dependência que aprisiona famílias. A recuperação tem uma ordem obrigatória, e ela está no nome. Primeiro retomar, depois reconstruir.

Delegado Huggo Leonardo, governador · Felipe Moreira, vice
Partido Missão — Governo do Ceará

Como ler este plano

Ele não é organizado por secretaria, e sim por compromissos — porque os problemas do cearense não respeitam a divisão de pastas do governo. Cada um responde sempre às mesmas seis perguntas:

  1. 1.O que está em jogo
  2. 2.Onde queremos chegar
  3. 3.O que vamos fazer
  4. 4.De onde vem o recurso
  5. 5.Quando entrega
  6. 6.Como você cobra

Liberal no método, social no resultado: eficiência, avaliação por indicador e captação privada como meios; renda, segurança e emancipação como fins.

Os cinco princípios

  • Ciclo completo de polícia
  • Industrialização do agro
  • Desfavelização com lei e ordem
  • Fim do assistencialismo por meio da tecnologia
  • Força para proteger o que é nosso

Retomar · p. 13–16

Ceará Seguro

O que está em jogo

O comando do crime é emanado de dentro do sistema prisional. Enquanto quem prende e quem administra a prisão respondem a chefes diferentes, a facção conversa entre os dois lados da grade. E facção não respeita fronteira de estado — a polícia respeita.

Onde queremos chegar

R$ 12,3 a 20,3 mieconomia anual da reorganização, reinvestida na pontap. 15
365 diasprazo de entrega do presídio de segurança máximap. 15
3.700agentes da Polícia Penal que ganham lei orgânicap. 13
6 milpoliciais penais treinadosp. 15

O que vamos fazer

  • Secretaria única de segurança e sistema prisional p. 13–14Fundir a SSPDS com a administração penitenciária numa secretaria só, com inteligência policial e prisional sob o mesmo comando. Hoje há de 80 a 120 cargos comissionados duplicados entre as duas, sustentando burocracia e não atividade-fim.
  • Polícia Penal com lei orgânica e autonomia p. 14Elevar a Polícia Penal a órgão autônomo, com comando e orçamento próprios, equiparada à Polícia Militar e à Civil. São cerca de 3.700 agentes — a única força estadual que ainda não tem lei orgânica.
  • Corregedorias próprias e Ouvidoria Geral p. 14Substituir o controle disciplinar centralizado por corregedorias autônomas em cada corporação, que entendem a especificidade técnica de cada função — criando junto uma Ouvidoria Geral de Segurança ligada ao gabinete do Governador, para preservar o controle social.
  • Equipamento, tecnologia e inteligência para as forças p. 14Equipar, treinar e prover tecnologia de monitoramento e integração de dados, custeado pela economia da própria reorganização e reinvestido integralmente. Vale também para a Polícia Civil e a Militar no interior.
  • ARCO CE-RJ-ES: inteligência entre três estados p. 14–15Uma agência de inteligência e repressão ao crime organizado em parceria com Rio de Janeiro e Espírito Santo, para enfrentar as franquias criminosas que operam através das fronteiras. Gabinetes de crise 24 horas em Fortaleza, Rio e Vitória, com espelhamento de dados e foco em neutralizar ordens emitidas de dentro do presídio.
  • Presídio de segurança máxima para lideranças p. 15Unidade voltada à segregação de lideranças e integrantes de organizações criminosas, em concreto pré-moldado, com obra em três frentes simultâneas e ocupação escalonada. Acompanha o retrofit da triagem de Itaitinga e o treinamento de 6 mil policiais penais.
De onde vem o recurso e quando entrega

De onde vem o recurso

  • Economia da fusão e da reorganização: R$ 12,3 a 20,3 milhões/ano, reinvestidos integralmente (p. 15)
  • FUNPEN — saldo estimado de R$ 668,67 milhões para novas contratações em 2026 (p. 15)
  • Contrapartida estadual de 5% e emendas de bancada (p. 15)
  • Função Segurança na LOA 2026: R$ 5,822 bilhões, a 3ª maior do orçamento (p. 13)

Quando entrega

100 diasProjeto de lei da reorganização enviado à Assembleia
1º anoEquipamento e tecnologia na ponta; presídio entregue
MandatoARCO em operação nos três estados

Retomar · p. 17–21

Periferia com Estado

O que está em jogo

Onde falta esgoto, moradia digna e serviço público, a facção ocupa o vazio. Entre janeiro de 2024 e setembro de 2025, 219 famílias foram expulsas de casa por facção no Ceará — o passivo acumulado passa de 400. Uma política de periferia feita por secretarias isoladas não funciona.

Onde queremos chegar

−90%em novos casos de deslocamento forçado, em 24 mesesp. 21
745 milfamílias com ligação de esgoto financiada em 7 anosp. 20
400 milresidências ligadas já no primeiro mandatop. 20
100%dos imóveis retomados pelo GIRT, reformadosp. 20
234 milunidades de déficit habitacional a enfrentarp. 17

O que vamos fazer

  • GIRT — um comando só para a retomada p. 18Gabinete Integrado de Reconstrução Territorial, ligado direto à Casa Civil, comandando ao mesmo tempo repressão, jurídico-fundiário, habitação, saneamento, saúde e assistência. Sala de situação georreferenciando cada imóvel e cada família sob intervenção, em quatro fases: retomada → regularização → reconstrução → reintegração.
  • Retomada com garantias constitucionais preservadas p. 18O plano rejeita expressamente a suspensão de garantias, a prisão sem mandado e o encarceramento em massa. Toda incursão é precedida de mandado judicial específico, o que preserva a validade das provas e a individualização das condutas. Presença ostensiva permanente, não pontual.
  • Resposta em 48 horas para família expulsa p. 18Detectado um novo caso de expulsão, o Estado reage imediatamente com assistência jurídica, assistência social e investigação policial — impedindo que o domínio criminoso sobre o imóvel se consolide.
  • Minha Casa de Volta p. 18Reforma emergencial dos imóveis depredados, devolvendo a casa em condição de uso, com urbanismo tático — iluminação, praça, câmera — para dificultar a reocupação pelo próprio desenho do espaço.
  • Esgoto para 745 mil famílias do CadÚnico p. 18A rede passa na rua e a família não tem como pagar a ligação de dentro de casa. O Estado financia essa ligação com orçamento de saúde preventiva, porque cada real investido em esgoto economiza quatro em hospital.
  • Título de propriedade e moradia definitiva p. 19Regularização fundiária com entrega de título — o passo que converte posse precária em patrimônio — e prioridade nas listas dos próximos conjuntos habitacionais para as famílias em déficit habitacional real.
De onde vem o recurso e quando entrega

De onde vem o recurso

  • GIRT: R$ 225 milhões em 4 anos — R$ 25 mi de choque, R$ 40 mi de consolidação, R$ 100 mi de reconstrução, R$ 60 mi de sustentabilidade (p. 20)
  • Esgoto: R$ 1,49 bilhão em 7 anos, por redimensionamento de R$ 213 milhões/ano do orçamento de saúde preventiva (p. 18)
  • Retorno projetado de R$ 5,96 bilhões em gastos hospitalares evitados, pela relação 1:4 do Trata Brasil (p. 18)
  • Habitação: convênio federal, PAC e Minha Casa Minha Vida (p. 18–19)

Quando entrega

100 diasGIRT criado por decreto e em operação
1º anoProtocolo de 48h rodando; primeiras comunidades retomadas
Mandato400 mil residências com esgoto ligado

Reconstruir · p. 22–26

Interior que Produz

O que está em jogo

75,5% dos estabelecimentos agrícolas do Ceará são familiares, e eles respondem por apenas 39,6% do valor da produção. O que a nossa terra produz sai do estado sem ser transformado. E o carro-pipa mantém famílias reféns de gestor local, virando moeda política em ano de eleição.

Onde queremos chegar

+20%de instalação de indústrias no interiorp. 23
acima de 45%da merenda comprada da agricultura familiarp. 22–23
R$ 590 mijá captados via Projeto Paulo Freire II (€ 92 milhões)p. 25

O que vamos fazer

  • Merenda escolar como política de renda p. 23Elevar e desburocratizar a compra pública da agricultura familiar acima do piso de 45% previsto em lei, com chamada pública simplificada. A merenda escolar não é só despesa: é a maior política de renda e de circulação de dinheiro dentro do próprio município, e dá ao agricultor um calendário de safra previsível.
  • Leve Poços — autonomia hídrica do semiárido p. 23O Estado financia integralmente a perfuração e a instalação de poços autossustentáveis nas zonas rurais mais vulneráveis, e a gestão fica com a própria comunidade. Acompanha a Escola do Campo, que ensina a transformar água em irrigação e renda, e monitoramento para reduzir o carro-pipa a emergência extrema.
  • Agro Indústria Ceará p. 23Linha de crédito e incentivo exclusivos para quem processa e industrializa a produção agrícola no próprio município que produziu. O que a nossa terra produz, a nossa indústria transforma.
  • Rede de agroindústrias familiares e selo próprio p. 23Unidades de beneficiamento compartilhadas, Selo Ceará da Agricultura Familiar Sustentável e simplificação sanitária proporcional ao risco — o caminho da informalidade para o mercado formal.
  • Logística que escoa p. 24Centros regionais de distribuição com armazém e câmara fria, plataforma digital de comercialização e plano de estradas vicinais.
  • Juventude e mulher rural p. 24Fundo Estadual de Microcrédito Rural Orientado, Programa Mulheres Rurais do Ceará e Jovem do Campo Empreendedor, com plano de negócio real, conectividade e mecanização acessível — para fixar quem hoje sai.
De onde vem o recurso e quando entrega

De onde vem o recurso

  • Fundo de Desenvolvimento Industrial e incentivo fiscal estadual (p. 23)
  • Pronaf Agroindústria — crédito orientado para a transição ao mercado formal (p. 23)
  • Captação internacional já realizada: Projeto Paulo Freire II, € 92 milhões / R$ 590 milhões (p. 25)
  • Orçamento da Secretaria de Recursos Hídricos e da SDA, com convênios federais (p. 23)

Quando entrega

100 diasChamada pública simplificada da merenda publicada
1º anoPrimeiros poços do Leve Poços entregues às comunidades
MandatoRede de agroindústrias e centros de distribuição em operação

Reconstruir · p. 27–30

Escola que Forma para a Vida

O que está em jogo

O Ceará tem a 3ª melhor média de Ensino Médio do Brasil e mesmo assim ficou abaixo da meta do IDEB. Passar de ano não basta: tem que aprender. E sem perspectiva no próprio território, a escola vira rota de fuga do interior.

Onde queremos chegar

5,2meta do IDEB no Ensino Médiop. 29
133escolas profissionais com portfólio revisto por vocação regionalp. 27
zeraro gap de infraestrutura das escolas do interior frente à capitalp. 29
8,9 → 6,5mortalidade por suicídio por 100 mil, até 2030p. 32

O que vamos fazer

  • Recomposição de aprendizagens p. 27Ciclos bimestrais de intervenção nas lacunas críticas, com professor mentor e avaliação formativa contínua — atacando a distância entre a aprovação e a aprendizagem de fato.
  • Ceará Cívico p. 27–28Componente na parte diversificada do currículo: ética e cidadania, liderança e projeto de vida, primeiros socorros e educação para o trânsito, organização e disciplina consciente. O plano diz expressamente o que isso não é: não é militarização da gestão escolar, não substitui normas por regulamento militar, não é disciplina como punição e não é doutrinação. Autonomia pedagógica 100% preservada, sob comando da SEDUC, e expansão só com aprovação do Conselho Escolar.
  • Saúde mental nas escolas p. 28Psicólogos regionais acompanhando polos de escolas — tirando o diagnóstico clínico das costas do professor — com fluxo direto entre escola, saúde e assistência social.
  • Ensino técnico com a cara de cada região p. 28Revisar o portfólio das 133 escolas profissionais para alinhá-lo à vocação econômica de cada município, com trilhas territoriais: escola técnica rural, energias renováveis, logística, turismo.
  • Pré-vestibular estadual e ponte de permanência p. 28Aulões regionais, plataforma e simulados, mais mentoria no primeiro ano do ensino superior ou técnico — porque a evasão acontece na travessia.
  • Escola Conectada e valorização do professor p. 28Internet de alta velocidade e laboratório nas escolas mais remotas, bolsa de alto desempenho para o aluno e gratificação por desempenho com bolsa-formação para o docente, incluindo pós-graduação.
De onde vem o recurso e quando entrega

De onde vem o recurso

  • Orçamento da SEDUC e Fundeb (p. 29)
  • Parcerias com Adece, Sistema S e cooperativas para as trilhas técnicas (p. 28)
  • Gratificação docente desenhada como bônus por indicador, sem habitualidade — não incorpora à remuneração (p. 29)

Quando entrega

100 diasEdital do pré-vestibular estadual publicado
1º anoCeará Cívico em piloto, com avaliação de clima escolar
MandatoEscola Conectada em todas as escolas remotas

Reconstruir · p. 31–35

Saúde que Chega na Hora

O que está em jogo

Em fevereiro de 2026 havia 64 mil pessoas esperando regulação no Ceará, e o Instituto José Frota operava sistematicamente acima de 100% da capacidade. A alta complexidade está concentrada na capital, e quem mora longe espera mais.

Onde queremos chegar

−70%na fila histórica de regulaçãop. 35
10,1 → 8,5mortalidade infantil por mil nascidos vivos, até 2030p. 32
62% → 85%cobertura de agente comunitário de saúde, até 2030p. 32
17,5% → 13%internações que a atenção primária deveria ter evitadop. 32
2.000vagas de residência médicap. 33
150 leitosno HIAS 2 de Iguatu, R$ 260 milhõesp. 33

O que vamos fazer

  • Central de Regulação Única com painel público p. 33Uma fila só, estadual e municipal unificadas, com painel público em tempo real e tempo máximo de espera definido por procedimento — 90 dias para catarata, por exemplo. Fila com número público é a promessa mais difícil de descumprir em silêncio.
  • Meta Zero Macas em corredor p. 33Central de leitos em tempo real, unificação do SAMU estadual com o de Fortaleza, telemedicina em 100% das ambulâncias e ampliação da Casa de Cuidados para 300 leitos de transição. Nenhuma maca em corredor por mais de 24 horas.
  • Hospital Infantil Albert Sabin 2, em Iguatu p. 33Unidade de alta complexidade pediátrica com 150 leitos, no mesmo padrão do HIAS de Fortaleza, atendendo o Centro-Sul e o Cariri.
  • Rede materno-infantil p. 32Gestante vinculada à maternidade de referência já na primeira consulta, teste rápido de sífilis e HIV em 100% das unidades básicas e Método Canguru nos hospitais regionais.
  • Interiorização da alta complexidade p. 33Concluir os hospitais do Maciço de Baturité e do Centro-Sul e o Hospital Universitário da UECE; ampliar UTI nos cinco hospitais regionais; oncologia e neurocirurgia em todas as regiões.
  • Fixar especialista no interior p. 33Bolsa de fixação para especialistas e ampliação das residências para 2.000 vagas — quem forma no interior tende a ficar.
De onde vem o recurso e quando entrega

De onde vem o recurso

  • Complementação estadual do teto federal de Média e Alta Complexidade, indexada ao IPCA-Saúde — indexar é a diferença entre repor e apenas anunciar (p. 32)
  • HIAS 2: emendas de bancada R$ 100 mi, emendas individuais R$ 60 mi, Ministério da Saúde/Novo PAC R$ 50 mi, Tesouro estadual R$ 50 mi (p. 33)
  • Custeio anual do HIAS 2: tabela SUS R$ 60 mi, Fundo Estadual de Saúde R$ 50 mi, emendas impositivas R$ 30 mi, economia da reforma administrativa R$ 18 mi (p. 33)
  • Linha de crédito do BNDES para infraestrutura hospitalar e captação do PAC Saúde (p. 32)

Quando entrega

100 diasLeitos de retaguarda em UPAs e filantrópicos; lei de complementação enviada
1º anoCentral de Regulação Única com painel público no ar
MandatoHIAS 2 e hospitais regionais concluídos

Reconstruir · p. 36–38

Famílias Livres

O que está em jogo

Programa social sem porta de saída é curral eleitoral. O êxito de um programa social se mede pelo número de famílias que deixam de precisar dele — e ninguém mede isso hoje.

Onde queremos chegar

7 → 14Casas da Mulher Cearense, sete cidades nomeadasp. 36
R$ 42 miinvestimento na construção das 7 novas unidadesp. 36
R$ 8,2 mi/anomanutenção das 14 unidades, já custeadap. 36

O que vamos fazer

  • Porta de Saída p. 36Um sistema que cruza a base social com as capacidades da pessoa e as vagas realmente abertas, para desenhar uma saída para cada família: curso técnico, letramento digital e emprego mapeado. O benefício deixa de ser destino e passa a ser etapa. Acompanha cada entrega habitacional da retomada das periferias.
  • Taxa de Emancipação Social p. 36O indicador central do compromisso: quantas famílias deixaram de depender de programa por passarem a ter renda própria. É por esse número que o governo pede para ser julgado nesta área.
  • Casas da Mulher Cearense: de 7 para 14 p. 36Dobrar a rede de atendimento especializado à mulher vítima de violência no interior, com unidades novas em Iguatu, Crateús, Tauá, Camocim, Icó, Brejo Santo e Baturité — e com o objetivo declarado de inserir a mulher no mercado de trabalho, porque autonomia financeira é saída da violência.
De onde vem o recurso e quando entrega

De onde vem o recurso

  • Casas da Mulher financiadas pela economia da reforma administrativa: R$ 32,8 milhões/ano recorrentes (p. 45)
  • Porta de Saída: integração das bases estaduais já existentes e convênios com empresas, de custo marginal baixo (p. 37)

Quando entrega

100 diasIntegração das bases e primeiro cruzamento de dados
1º anoPorta de Saída rodando nas comunidades retomadas
Mandato14 Casas da Mulher em funcionamento

Reconstruir · p. 39–42

Base do Desenvolvimento

O que está em jogo

Metade da água tratada se perde antes de chegar na torneira. Um terço das estradas estaduais não é pavimentado. Há cerca de R$ 900 milhões de investimento parados numa fila de licenciamento no Pecém, e parques eólicos prontos sem linha para escoar energia.

Onde queremos chegar

45% → 25%perdas de água na rede, caindo 5% ao anop. 39
916.667famílias atendidas pelo Voucher Águap. 39
R$ 550 mi/anoreceita recuperada que paga o Voucherp. 39
R$ 13,2 biem contratos de PPP de esgoto sob auditoriap. 40
3.640 kmde déficit de pavimentação, em malha de 11.669 kmp. 39

O que vamos fazer

  • Cortar as perdas de água de 45% para 25% p. 39Setorização intensiva e telemetria, reduzindo 5% ao ano. Dos 248 milhões de metros cúbicos perdidos por ano, a meta recupera 110 milhões.
  • Voucher Água, pago pela água recuperada p. 39Subsídio de 10 m³ por mês para as famílias do CadÚnico, autofinanciado pela redução das perdas — o benefício sai da perda recuperada, não de despesa nova. É o liberal no método e social no resultado, com número.
  • Abertura de capital da Cagece com Golden Share p. 40–41Captar recursos para universalizar o saneamento sem endividar o Estado, mantendo o controle acionário e uma Golden Share com poder de veto sobre mudança de objeto social, fusão, cisão e — principalmente — sobre qualquer redução das metas de universalização. O desenho protege a universalização contra o próprio acionista privado.
  • Auditoria das PPPs de esgoto p. 40Reanálise e fiscalização dos contratos já assinados e dos que estão em estruturação, priorizando as comunidades retomadas. É fiscalização de execução, não ruptura de contrato.
  • Destravar o Pecém e a cadeia de energia p. 40Força-tarefa sobre as licenças ambientais e as obras do Berço 11, restauração da CE-085, interlocução com Brasília pela Transnordestina e pelos 1.400 km de linhas de transmissão pendentes, e programa de retomada da cadeia eólica.
  • Metrô, mobilidade e estradas p. 40Concluir a Linha Leste do Metrô, ampliar a integração tarifária na Região Metropolitana e manter o FORtaleCE para requalificação asfáltica e drenagem urbana.
De onde vem o recurso e quando entrega

De onde vem o recurso

  • Voucher Água autofinanciado pela redução de perdas: R$ 550 milhões/ano de receita recuperada (p. 39)
  • Abertura de capital da Cagece: captação estimada de R$ 1,89 bilhão, sem endividar o Estado (p. 41)
  • FORtaleCE: R$ 170 milhões para requalificação asfáltica e drenagem (p. 40)
  • Carteira de hidrogênio verde de R$ 74,4 bilhões a destravar (p. 39)

Quando entrega

100 diasAuditoria das PPPs iniciada; força-tarefa do Pecém instalada
1º anoTelemetria instalada; primeira queda de 5% nas perdas
MandatoPerdas em 25%, Voucher Água universalizado no CadÚnico

Método · p. 43–48

O Método: como você cobra

O que está em jogo

Palavra de político, sozinha, não vale nada — e quem diz o contrário está mentindo. Um plano só é promessa se não puder ser conferido. Este compromisso é a estrutura que transforma os outros sete em algo cobrável.

Onde queremos chegar

35 → 28órgãos da administração direta, cerca de 20% da cúpulap. 43
R$ 32,8 mi/anoeconomia recorrente, carimbada para saúde e Casas da Mulherp. 45
R$ 6,57 mi/anosuperávit da reforma depois de pagas as destinaçõesp. 45

O que vamos fazer

  • Painel público com todas as metas deste plano p. 48Um painel aberto ao cidadão, atualizado, com cada meta registrada aqui — e prestação de contas periódica sobre o cumprimento dos compromissos. Sem o painel, 'me cobre este plano' é retórica; com ele, é método.
  • Raio-X do Dinheiro Público Cearense p. 43Plataforma de transparência em tempo real rastreando despesa com fornecedor e repasse, cruzando o orçamento estadual e o municipal com as ações legislativas — para que dê para ver a relação entre emenda, fornecedor e voto.
  • Reforma administrativa com economia carimbada p. 43–45Reduzir a administração direta de 35 para 28 órgãos, cortando sobreposição e cargo comissionado de cúpula duplicado. A economia não some no caixa: vai carimbada para a manutenção das 14 Casas da Mulher e parte do custeio do HIAS 2.
  • Gestão por resultados p. 43–44Avaliação permanente de política pública por indicador, com apoio do IPECE e da SEPLAG, integração das bases estaduais e vinculação expressa à Lei de Responsabilidade Fiscal, com as propostas conectadas ao PPA, à LDO e à LOA do governo.
De onde vem o recurso e quando entrega

De onde vem o recurso

  • A reforma administrativa se paga e ainda financia: R$ 32,8 milhões/ano recorrentes, com destino nomeado (p. 45)
  • Painel público e Raio-X são decreto e sistema — custo baixo, sem depender da Assembleia (p. 43, 48)

Quando entrega

100 diasPainel público de indicadores no ar
1º anoRaio-X do Dinheiro Público em operação
MandatoPrestação de contas periódica de todos os compromissos

Da carta ao povo cearense

Este documento foi escrito para ser cobrado. Cada compromisso registrado aqui diz o que será feito, como será medido e quando será entregue.

Retomar para Reconstruir, p. 2

Meu pedido é outro: leiam este plano, guardem este plano e me cobrem este plano. Se eu cumprir, renove sua confiança. Se eu não cumprir, coloque o dedo na minha cara e use este mesmo documento contra mim.

Retomar para Reconstruir, p. 2

Favela não se resolve com muro nem com discurso: resolve-se retomando o território das facções e entrando logo atrás com saneamento, saúde, habitação e infraestrutura. Primeiro o Estado expulsa o crime. Depois o Estado fica.

Retomar para Reconstruir, p. 4

Missão é o que se aceita quando o trabalho é maior que o cargo.

Retomar para Reconstruir, p. 4

Cobrar é bom. Construir é melhor.

Este plano só sai do papel se tiver gente. Entre na militância da Missão Ceará e escolha por onde começar.

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